BIODIVERSIDADE NA WEB / SERRALVES
Nome Científico
Abies alba Mill.
Nome comum
abeto-branco, abeto, abeto-prateado, abeto-pectinado
Tipo de origem
Origem

Zonas montanhosas do centro e sul da Europa (desde a Espanha à Polónia), com limite ocidental nos Pirenéus. 

Habitat

Florestas de montanha entre os 300 e os 1950 m. Forma florestas puras ou pode ocorrer misturado com outras coníferas ou mesmo folhosas, preferindo sempre solos frescos e húmidos.

Folha
Tronco
Autor
Mill.

Descrição

O abeto-branco é uma árvore de folha perene, monoica, que pode chegar aos 50 m de altura. O seu tronco é direito e colunar, sem ramos na parte inferior, com casca cinzento-clara ou esbranquiçada, lisa e com vesículas resinosas, escurecendo e desintegrando-se em placas nos exemplares mais velhos. Os ramos são densamente pubescente, cinzentos, regularmente verticilados, formando uma copa piramidal. As folhas são lineares, sésseis, aplanadas, de 15 a 30 mm de comprimento, com 2 bandas estomáticas na face inferior e 2 canais resiníferos. As folhas da parte inferior da copa são lineares, flexíveis, verde brilhante na página superior e brancas na inferior, ligeiramente marginadas e em disposição dística; as da parte superior mais rígidas; arredondadas ou chanfradas nas extremidades. Os cones masculinos e femininos localizam-se na mesma planta (monoico), os primeiros globosos, amarelados, axilares e numerosos na face inferior dos ramos; cones femininos verdes, erectos e solitários sobre os ramos superiores, de 2 a 4 cm, oblongo-cilíndricos. Estróbilos ou pinhas erectos, cilíndricos, alongados, de 10-18 cm de comprimento, de cor verde-acastanhada, depois acastanhadas na maturação, situados na parte superior da copa, formados por escamas caducas, desarticulando-se no outono do primeiro ano, de ráquis lenhosa, persistente; sementes triangulares, aladas. As pinhas ficam maduras no outono do ano seguinte à floração.

Forma de Vida
Tipo de Reprodução
Perenidade
perenifólia
Ínicio de Floração
Abril
Fim de Floração
Junho
Inflorescência
Cor da Flor
verde
Tipo de Folha
Inserção de Folha
dística
Margem da Folha
inteira
Limbo da Folha
Tipo de Fruto
Consistência do Fruto
seco
Maturação do Fruto
Setembro
Observações

Espécie introduzida em Portugal, em diversos perímetros florestais nas serras do norte e centro, nomeadamente Gerês, Nogueira, Marão e Estrela e ainda na Madeira. O restritivo específico deste abeto, alba, é alusivo à cor esbranquiçada da sua casca. A terebintina obtida das vesículas da casca do abeto-branco, acumula-se de forma natural, é um líquido de odor resinoso e algo amargo que os latinos chamaram de lacryma abietis sendo-lhe atribuído propriedades balsâmicas e vulneráveis; faz parte da composição de algumas pomadas para tratar feridas. A madeira de abeto, era das mais apreciadas pelos Gregos e Romanos para a construção de barcos de guerra.

Aplicações

A madeira deste abeto é branca, dando origem ao seu nome vulgar. É uma espécie, ligeiramente resinosa, fácil de trabalhar, menos resistente e de menor qualidade que a do pinheiro, sendo também menos adequada para queimar e fabricar carvão. É utilizada na construção e para confecção de instrumentos musicais, como órgãos, caixas de violino e tampa superior das guitarras. As gemas do abeto-branco terão sido usadas na medicina popular em infusões para tratar problemas de catarro.

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